Segurança em Números 2026
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É permitida a reprodução, total ou parcial, e por qualquer meio, desde que citada a fonte.Elaboração
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Diego Soares Gimenes
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Heloisa de Oliveira Duarte
Igor da Silva Gomes
Íris Amorim de Souza
Isabella Cardozo Rosa
Isabella Goulart Lopes
Janaína de Paiva Reis
João Paulo de Seixas
Jonathan de Paiva Paz da Silva
Jorge Augusto Serra Antonio
Júlio Cesar da Cunha Horta
Karina Pereira do Nascimento
Leonardo Cardoso Peres
Livia Benevides Floret
Livia Pereira Vieira Fontes
Lucas da Costa Moreira
Luciano de Lima Gonçalves
Luis Claudio Martinez Mesquita
Luiz Alberto Carreiro Junior
Luiz Augusto Vieira de Oliveira
Luiz Henrique Lavinas
Marcelle Marques de Almeida
Maria Cecília Reverendo Pilão Torres
Mariana de Lima Barbosa
Mariana Pereira Martins dos Santos
Marlon da Silva Knupp
Nathalia da Costa Santos
Nathan da Silva de Almeida
Nicoly Almeida de Albuquerque
Paulo Roberto Leite Junior
Priscila Navi Marques Carvalho
Rafaela Cristina da Rocha Vaz
Ricardo do Bomfim Pantoja
Rodrigo de Souza Richa
Rodrigo Veillard Reis Ferreira
Rosangela Feliciano G. de Campos
Sara Vianna de Andrade
Sávio do Nascimento Bezerra
Taís Miranda Damasceno
Tais Oliveira Pereira
Tatiana Alves Pacheco
Thais Lucien Costa Pereira S. A. do Nascimento
Vanessa Cristine Cardozo Cunha
Vanessa Ferreira Carvalheira
Wagner José Duarte
Wesley Yuri Rocha de Souza
Zaqueu Soares Pereira
Apresentação
Evolução dos principais indicadores de criminalidade e da atividade policial no estado do Rio de Janeiro de 2003 a 2025
O Segurança em Números 2026 apresenta uma análise dos principais indicadores de criminalidade e de atividade policial do estado do Rio de Janeiro no período de 2003 a 2025. Tais indicadores estão divididos entre crimes contra a vida, crimes contra o patrimônio e atividade policial. O documento também apresenta dados sobre os feminicídios ocorridos no estado. Destaca-se que o crime de feminicídio passou a ser tipificado no início de 2015, sendo este delito definido como o assassinato de mulheres caracterizado pelo recorte de gênero.
Mantivemos a seção que traz a análise voltada para as Regiões Integradas de Segurança Pública (RISP), que foi criada em 2024. Nesta seção, apresentamos informações agregadas dos indicadores para todas as RISP do estado. Por último, o apêndice traz parte dos dados utilizados para a elaboração dos gráficos e estatísticas apresentadas neste estudo.
Os dados aqui divulgados são extraídos dos registros de ocorrência da Secretaria de Estado de Polícia Civil do Rio de Janeiro (SEPOL). Nas informações sobre armas apreendidas, assim como nas de vitimização policial, há também dados oriundos da Secretaria de Estado de Polícia Militar do Rio de Janeiro (SEPM).
O relatório é dividido da seguinte forma: na primeira parte, resumimos os principais resultados dos delitos selecionados em 2025, destacando a variação de um ano para o outro. Na segunda parte, exibimos gráficos e análises que ajudam na leitura dos dados.
Resumo dos principais resultados:
O indicador Letalidade Violenta, que corresponde à soma das vítimas de homicídio doloso, Morte por Intervenção de Agente do Estado, roubo seguido de morte (Latrocínio) e lesão corporal seguida de morte – apresentou aumento de 1,9% (3.881 em 2025) em relação a 2024;
O ano de 2025 registrou um crescimento de duas vítimas no número de homicídios dolosos (2.940) em relação ao ano anterior. Já o roubo seguido de morte (Latrocínio) apresentou uma queda, contabilizando 77 vítimas;
O número de feminicídios em 2025 registrou um declínio de 3 vítimas em comparação com o ano anterior. Foram registradas 104 vítimas deste delito no estado;
As Mortes por Intervenção de Agente do Estado aumentaram 13,4% (797) em comparação com o ano anterior;
Em 2025, as mortes de policiais durante a folga (50) aumentaram em relação a 2024. Na mesma tendência, as mortes de policiais em serviço (19 ao todo) também cresceram;
Os indicadores Roubo de Rua e Roubo de Veículo registraram quedas de 2,7% (56.937) e 18,4% (25.239), respectivamente;
O indicador Roubo de Carga diminuiu 9,4% (3.114) em relação ao ano anterior;
O número de estelionatos em 2025 cresceu 2,0% (146.981) em relação ao ano anterior, sendo este o maior número de casos da série histórica;
As apreensões de armas de fogo diminuíram em comparação com 2024, totalizando 6.113 apreensões, uma queda de 0,6%. Já as apreensões de drogas e fuzis registraram aumentos de 7,9% (25.831) e 25,7% (920), respectivamente.
Crimes contra a vida
Esta seção expõe os dados referentes ao indicador de Letalidade Violenta e o perfil de suas vítimas, além das informações sobre a vitimização policial em 2025.
Letalidade Violenta
Composto pelos delitos de homicídio doloso, morte por intervenção de agente do estado, roubo seguido de morte (Latrocínio) e lesão corporal seguida de morte, o indicador de Letalidade Violenta registrou, em 2025, 3.881 vítimas (um aumento de 1,9% em relação ao ano anterior).
Na análise individual dos delitos que compõem a Letalidade Violenta, destacamos que o estado registrou 2.940 vítimas de homicídio doloso, representando um aumento de duas vítimas se comparado com 2024.
Em 2025, foram 77 vítimas de roubos seguido de morte (latrocínio) no estado, apresentando uma queda no número de vítimas em relação ao ano anterior.
Por fim, o crime de lesão corporal seguida de morte contabilizou 67 vítimas, voltando a diminuir após os aumentos observados nos anos anteriores.
Morte por Intervenção de Agente do Estado
Em 2025, as Mortes por Intervenção de Agente do Estado subiram 13,4% (797 no total do ano) em relação a 2024, que havia registrado 703 vítimas.
Feminicídio
Como mencionado na apresentação, o crime de feminicídio foi tipificado em 2015, com início da série histórica em 2016. Desde o início da série, apenas nos anos de 2020, 2023 e 2025 podemos observar queda nos números. Em 2025 foi registrada uma queda de três vítimas desse delito, contabilizando 104 vítimas no total do ano.
Perfil das vítimas de Letalidade Violenta
Das 3.881 vítimas de Letalidade Violenta em 2025, 89,3% eram homens (3.464), 7,2% eram mulheres (280) e 3,5% não tiveram sexo identificado (137).
Em relação ao perfil racial, notamos que 69,1% das vítimas eram pretas e pardas (2.680), 19,3% eram brancas (750), 11,3% não foram identificadas (439) e 0,3% (12) foram classificadas como “Outros”.
Entre as vítimas, 37,4% (1.453) tinham entre 18 e 29 anos; 27,7% (1.074) tinham entre 30 e 45 anos; 17,5% (678) não tiveram a idade informada; 9,2% (357) tinham entre 46 e 59 anos; e 3,8% (147) estavam na faixa de 60 anos ou mais. Além disso, as vítimas menores de idade (0 e 17 anos) corresponderam a 4,4% (172).
Vitimização policial
Quanto à vitimização policial, o número de policiais feridos em folga e em serviço diminuiu, uma queda de 9,7% (336) e 24,1% (227), respectivamente. Em contrapartida, o número de policiais mortos em folga e em serviço cresceu, totalizando 50 e 19 vítimas.
Como causa das mortes de policiais, tivemos: Letalidade Violenta (51), acidente (11) e suicídio (7). Destacamos o aumento no número de policiais mortos por Letalidade Violenta que cresceu 82,1% (51 vítimas) em comparação com o ano de 2024.
Considerando a separação entre Polícia Militar e Polícia Civil, o número de policiais militares mortos por Letalidade Violenta subiu de 28 para 42, enquanto o número de acidentes fatais e suicídios entre os policiais militares caiu de 11 para 10 e 13 para 4, respectivamente. Entre os policiais civis, diferente do observado no ano passado (0), foram registradas 9 mortes por Letalidade Violenta. No caso das mortes por acidentes e suicídios, foram registradas respectivamente uma e três vítimas.
Crimes contra o patrimônio
Exibiremos aqui os indicadores de Roubo de Carga, Roubo de Veículo e Roubo de Rua (este último engloba os crimes de roubo a transeunte, roubo de celular e roubo a coletivo). Desde 2021, acrescentamos os dados referentes ao estelionato e extorsão, devido ao crescimento significativo que vem apresentando nos últimos anos.
Roubo de Carga
Em 2025, ocorreram 3.114 casos de Roubo de Carga, representando uma diminuição de 9,4% em relação ao ano anterior.
Roubo de Veículo
O ano de 2025 registrou uma queda de 18,4% (25.239 no total) nos casos de Roubo de Veículo. Observamos um aumento significativo nesses casos entre 2015 e 2017, seguido por uma queda brusca até 2020. O número se manteve estável até 2022 e encerrou a série com uma nova queda observada em 2025.
Roubo de Rua
O indicador de Roubo de Rua vinha apresentando queda dos casos desde 2018. Em 2023, registrou-se o menor número de ocorrências desde 2004. Já em 2025, apresentou um decréscimo de 2,7% (56.937) em relação ao ano anterior.
Roubo a transeunte
Em 2025, o roubo a transeunte registrou queda de 10,6% (27.609) casos, mantendo a tendência observada nos últimos anos.
Roubo de celular
Desde 2013, esse delito apresentava um crescimento constante, interrompido em 2020. Ao final da pandemia, observamos uma queda nos números nos anos seguintes, mas, em 2024, os dados apresentaram nova crescente. Em 2025, foram registrados 25.625 casos de roubo de celular, representando um aumento de 19,7% em comparação com o ano anterior.
Roubo em coletivo
Em 2025, o roubo em coletivo registrou um decréscimo em relação ao ano anterior: 40,6% (3.703).
Estelionato
O estelionato foi incluído neste relatório devido ao aumento identificado nos últimos anos. Em 2025 houve um aumento de 2,0% (146.981), superando o ano anterior e somando o maior número de casos da série histórica.
Extorsão
Em 2025, tivemos 3.646 (19,5% a mais do que em 2024) registros de extorsão.
Atividade policial
Esta seção traz dados sobre as apreensões de armas de fogo, com informações específicas sobre as apreensões de fuzis, apreensões de drogas, prisões em flagrante, autos de apreensão de adolescentes por ato infracional e ao total de registros de ocorrência do estado.
Apreensão de armas de fogo
As apreensões de armas de fogo (que incluem revólveres, pistolas, espingardas, fuzis, metralhadoras, armas de fabricação caseira, entre outras) caíram 0,6% em relação ao ano anterior. Em 2025, foram contabilizadas 6.113 armas de fogo apreendidas.
Apreensão de fuzis
No ano de 2025, foram apreendidos 25,7% a mais de fuzis do que o ano anterior, um valor que representa o maior número da série histórica (920). Essa quantidade de fuzis apreendidos em 2025 corresponde a 15,0% do total de armas de fogo apreendidas no ano.
Apreensão de drogas
As apreensões de drogas em 2025 tiveram um aumento de 7,9% (25.831) em relação ano anterior, mantendo a tendência de crescimento registrada nos últimos dois anos.
Prisões em flagrante
Em 2025, foram registradas 42.295 prisões em flagrante em todo o estado, representando uma diminuição de 0,2% em relação ao ano anterior. Em 2020, o número de prisões diminuiu devido às restrições de mobilidade impostas pela pandemia. No entanto, nos últimos anos, observamos uma tendência de aumento que se manteve até 2024, período em que obteve o maior número de toda a série.
Auto de apreensão de adolescente por prática de ato infracional
Desde 2013, observamos uma queda no número de autos de apreensão de adolescentes por prática de ato infracional. Em 2025, houve registro de 5.232 casos, um crescimento de 6,4% no número de adolescentes apreendidos em relação ao ano anterior.
Registros de ocorrência
As delegacias do estado do Rio de Janeiro contabilizaram 965.208 registros de ocorrência em 2025. Esse número representa um aumento de 4,6% em relação ao ano de 2024. Vale destacar que este foi o maior número observado em toda série histórica.
Relatório RISP
Na última seção deste relatório, apresentamos as Regiões Integradas de Segurança Pública (RISP). As RISP são organizadas, a nível prático, com base nas divisões das Áreas Integradas de Segurança Pública (AISP) e Circunscrições Integradas de Segurança Pública (CISP), que são equivalentes à área de um batalhão da Polícia Militar e de uma delegacia da Polícia Civil, respectivamente.
Ao todo, o estado possui sete RISP, divididas da seguinte maneira:
- RISP 1: Capital (Zona Sul, Centro e parte da Zona Norte);
- RISP 2: Capital (Zona Oeste e parte da Zona Norte);
- RISP 3: Baixada Fluminense;
- RISP 4: Grande Niterói e Região dos Lagos;
- RISP 5: Sul Fluminense;
- RISP 6: Norte-Fluminense e Noroeste;
- RISP 7: Região Serrana.
Indicadores nas RISP
O indicador Roubo de Rua apresentou queda em seis das sete RISP: 1, 3, 4, 5, 6 e 7, em relação ao ano anterior. A maior redução foi observada na RISP 5, com 35,7% (148), enquanto a menor redução ocorreu na RISP 1, com 1,9% (20.734) dos roubos de rua em relação a 2024. Já a RISP 2 apresentou um crescimento, foram 7,5% (17.495) casos.
Quatro das sete RISP do estado apresentaram queda nos casos de Roubo de Veículo em 2025, sendo as RISP 5 e 1 com as maiores reduções: 40,7% (54 casos no ano) e 39,3% (4.951). A menor redução foi observada na RISP 2, que diminuiu 4,1% (8.762). As RISP 7, 6 e 4, por sua vez, tiveram aumento nos casos. Descatamos aqui a RISP 7 com 40,7% (38 casos) e a RISP 6 com 32,8% (170 casos).
As RISP 5 e 7 apresentaram as maiores quedas nos casos de Roubos de Carga. Já a RISP 4 manteve-se estável, com o mesmo número de casos do ano anterior.
O indicador Letalidade Violenta apresentou redução em quatro das sete RISP do estado. A maior redução em 2025, em relação ao ano anterior, foi observada na RISP 4, com 11,1% (515 no total). Em contrapartida, a RISP 1 mostrou um crescimento de 23,3% (546) do número de casos em 2025.
Apêndice
Neste apêndice, apresentamos os dados sobre os indicadores estratégicos de criminalidade do SIM e os delitos apresentados ao longo do relatório. Essas informações também podem ser encontradas, mensalmente, no site do ISP. Para mais detalhes, indicamos que o leitor recorra ao formulário de pedido de dados, disponível neste link.